Taleigo

Há muito tempo que estava a espera de fazer o workshop para criar um taleigo da Retrosaria Rosa Pomar. O passado dia 04 de abril foi o grande dia.

O taleigo lembra-me aquele saco pequenino que levávamos a escola com o almoço e que hoje trocaram-se por sacos de plástico, lancheiras de plástico, ou simples e infelizmente, quase desapareceram.

Depois de ter feito o workshop falei com o meu pai e mostre-lhe a minha criação.

o primeiro, cara b

o primeiro, cara b

                  Ligo-me imediatamente depois para me contar o nome do saco na língua da minha terra que é Alcoi: coixinera. O talega em castelhano. Palavra de origem árabe, تعليقة / ta’liqa, que significa pendurar.

Com a minha criação, tinha-lhe lembrado os sacos dos pastores, os sacos que ele sendo pequenino apanhava para ir roubar maçãs e peras aos campos vizinhos, os sacos das roupas, das sementes, do arroz, da farinha… Tinha-lhe lembrado outros momentos da sua infância.

Depois de uma hora a fazer pre-seleção e depois seleção final, levei os melhores tecidos que achava 100% algodão, cheios de cores fortes e estampados, mais também brancos e azuis. Ao final, partilhado o princípio de partilha, também utilizei outros tecidos muito giros facilitados pela Rosa e as colegas, e eu contribui com os meus retalhos comprados em At Home Hobby, na Feira dos Tecidos e em Marrocos quando morava ali.

Composição

Composição

Acho que o que mais gostei do dia foi o momento de juntar as cores, os retalhos, o jogo de compor estéticamente.

on progress

on progress

Este primeiro taleigo vai ser para guardar o novo projeto de tricot iniciado depois do workshop de iniciação a duas cores também feito com Rosa.

Já tenho não sei quantos projetos de talêgos em mente, para sobrinh@s, sementes, como saco…mais ainda vou ter de me procurar boas ferramentas de corte e, se calhar, até de costura porque a minha máquina Alfa está a ser um bocado chata de mais.

O meu pai disse do meu taleigo: – Es muy Dahlia –.

o primeiro

o primeiro, cara a

Seria giro que eles voltaram inundando as ruas de talêgos pendurados das mãos de mulheres, homens e crianças. Uma maneira de apoiar a sustentabilidade, a naturalidade, mas também de dar larga vida ao nosso património.

Em qualquer caso, recomendo seriamente fazer este workshop tão formador, inspirador e criativo ao mesmo tempo.

Até breve

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